quarta-feira, 21 de abril de 2010

Salmo 40

Esperei confiantemente no Senhor
e Ele se inclinou para mim
e me ouviu quando clamei por socorro
e me ouviu quando clamei por socorro

E me pôs nos lábios uma nova canção
um hino de louvor ao nosso Deus
muitos verão essas coisas com temor
e confiarão no Senhor!

Tirou-me dum poço de lama e perdição
Colocou-me os pés sobre a Rocha
e me firmou os passos
e me firmou os passos.

E me pôs nos lábios uma nova canção
Um hino de louvor ao nosso Deus
muitos verão essas coisas com temor
e confiarão no Senhor!

Vencedores por Cristo - Louvor III - 1982.

terça-feira, 6 de abril de 2010

"Chove lá fora e aqui faz tanto frio..."

O Rio de Janeiro continua lindo...
O Rio de Janeiro continua sendo...
O Rio de Janeiro, fevereiro e março
Alô Rio do Janeiro, aquele abraço!
Todo povo brasileiro, aquele abraço!
Alô torcida do Flamengo, aquele abraço!
(Aquele abraço - Gilberto Gil)


Ontem fui "assaltada" pela chuva na rua junto com meu amigo  paraense,  belenense de carne, alma e vísceras. Ser de Belem, para ele, é ser de outro país, não é uma naturalidade, é uma nacionalidade. E como bom professor que é, me dá verdadeiras aulas sobre o Brasil Colônia, quando o Grão Pará não era Brasil... Ele não sabe, mas eu adoro esse orgulho nativo dele. :-D

Ele sempre estranhou o fato de que a chuva deixa o carioca mal humorado e deprimido. E deixa mesmo. Para quem convive com o "dilúvio nosso de cada dia", já que chove diariamente em Belém, a chuva traz cheiro de  "bem-vindo ao lar" e mata a saudade de casa. Bem, a cidade dele é plana  e desde os tempos do Marquês de Pombal ela tem estrutura para lidar com a chuva.

Mas aqui na Cidade Maravilhosa, construída nas encostas da Mata Atântica, chuva demais traz cheiro de morte. Sempre vem acompanhada de tragédia. Embora eu  reverencie a chuva  e a honre pelo seu papel na continuidade da criação, eu fico triste quando vejo minha gente padecendo por conta da chuva, padecendo por conta da inoperância dos órgãos públicos que tinham que trabalhar para que este caos não ocorresse quando algo tão abençoado quanto a chuva simplesmente faz o seu papel: ela cai!

Sempre culpei o planejamento urbano (que na minha opinião é totalmente ineficiente) de ser o responsável pelo  "estado de sítio" que se instala na cidade depois de um temporal. O cenário é o de um verdadeiro pós-guerra. A desigualdade social nesta metrópole (indo pra casa da megalópole) transforma a vinda bendita da chuva em tragédia. Tanta gente morrendo e desabrigada por conta de enchentes, deslizes das encostas dos morros e desabamentos diversos. Chuva forte torna sem sentido a canção que diz "E o Rio de Janeiro continua lindo..."  

Depois de ver meus filhos voltando pra casa sem conseguir ir para a escola, de abrir as notícias aqui na maquina e ver o que aconteceu com minha cidade em cerca de 16 horas de chuva, não dá pra ficar alegre. Aí eu lembrei desta canção do Capital Inicial, que os cariocas gostam bastante, que compara o sentimento que a chuva nos traz com o sentimento de penitência, de punição, de erros cometidos. Que coisa mais rica é nossa diversidade cultural, que faz a chuva assumir símbolos completamente diferentes em cada recanto deste país. Que coisa mais pobre é a gente ter recordações tão trágicas sobre algo tão abençoado quanto a chuva, porque quem tinha que agir para que estas recordações não existissem, simplesmente  não age.





Meu caminho é cada manhã
Não procures saber onde estou
Meu destino não é de ninguém
e eu não deixo os meus passos no chão
Se você não entende, não vê
Se não  me  vê não me entende
Não procure saber onde estou
Se o meu jeito te surpreende
Se o meu corpo virasse sol
Se minha mente virasse sol
Mas só chove, chove, chove, chove

Se um dia eu pudesse ver
meu passado inteiro
e fizesse parar de chover
nos primeiros erros,oh!
Se o meu corpo virasse sol
Se minha mente virasse sol
Mas só chove, chove, chove, chove
(Primeiros erros - Capital Inicial)

Chega a 35 o número de mortes no Rio de Janeiro por causa da chuva


(as 14:00 horas de  06/03/2010 era 77 o número de mortos no estado)     O governador do Rio de Janeiro, Sérgio Cabral, afirmou que o número de mortos por causa da chuva no Rio de Janeiro chega a 35. No morro do Borel, na Tijuca, a bebê Ana Marcele Barbosa, de cinco meses, uma jovem de 16 anos e Francisca Bezerra de Souza, 60 anos, morreram soterradas no desabamento da casa. Cerca de outras 12 pessoas ficaram feridas.


No morro dos Macacos, em Vila Isabel, foram três vítimas fatais. Um deslizamento de terra causou mais um óbito no morro do Andaraí e outro no morro do Turano, ambos na zona norte. A chuva deixou mais uma vítima fatal no bairro do Recreio, na zona oeste.
A prefeitura de Niterói afirmou que as mortes no município em decorrência do temporal chegam a 14. Em São Gonçalo, o número chega a nove. Segundo os Bombeiros, muitas pessoas estão desaparecidas.
Prefeito recomenda que evitem sair de casa
Em comunicado, o prefeito Eduardo Paes pediu que a população evite os grandes deslocamentos de pela cidade, principalmente em direção ao centro.
"A situação é de caos. Todas as vias estão interrompidas e é um risco enorme para quem tentar sair de casa. Não saiam de casa, não levem seu filho à escola até que possamos avaliar melhor a situação e alterar a orientação. Ainda chove muito. Se preservem e tomem muito cuidado, principalmente as pessoas que moram em áreas de risco. A situação é muito crítica", disse o prefeito.
Mais chuva
Segundo a Climatempo, a chuva ainda deve atingir o Rio. Uma forte frente fria avança pelo Sudeste do Brasil e o intenso contraste térmico entre o ar polar e o ar quente tropical mantém as condições de chuva constante. Além disso, a temperatura superficial das águas do Atlântico, perto do litoral fluminense, está cerca de 2°C acima do normal.
Em menos de 12 horas foram acumulados, em algumas áreas da cidade, cerca de 300 mm de chuva. No geral o volume acumulado variou entre 150 e 300 mm. O volume normal para todo o mês de abril é de cerca de 140 mm. Ainda chove de forma constante ao longo do dia de hoje, totalizando pelo menos cerca de 70 mm nesta terça-feira. Além disso, o mar sobe muito nas próximas 24-36 horas. Há previsão de ressaca entre esta quarta e quinta-feira.
Aeroportos
O aeroporto Santos Dumont, às 9h20, estava fechado para pousos e decolagens desde às 6h32 desta terça-feira. Às 9h, quando foi emitido o último boletim da Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero), o aeroporto tinha dois voos atrasados - o equivalente a 5,6% do total de 36 - e 13 cancelados (36,1%). Em todo a manhã, foram quatro atrasos (11%)
Trens
A SuperVia afirmou nesta manhã que, devido às fortes chuvas que estão ocorrendo desde o fim da tarde de segunda, a circulação dos trens está alterada por medida de segurança.h Os trens do ramal Saracuruna não estavam circulando por volta das e 8h20 os trens das linhas Campo Grande, Bangu e Deodoro não fazem paradas nas estações Praça da Bandeira, São Cristóvão, Maracanã e Mangueira. Nos demais ramais (Japeri, Santa Cruz e Belford Roxo), a circulação registra atrasos médios de 10 minutos. Os passageiros estão sendo informados das alterações pelo sistema de som das estações.
O temporal e a dificuldade de locomoção nas ruas do Rio e Niterói comprometem a operação das Barcas S.A., já que parte da tripulação (comandantes, chefes de máquinas, marinheiros, amarradores de corda etc.) não está conseguindo chegar às estações da Praça XV, Niterói e Charitas. Dessa forma, em vez de 10 minutos, as partidas estão sendo feitas com intervalos de 20 minutos na linha Niterói-Praça XV. O trecho Charitas-Praça XV está inoperante.
Aulas suspensas
A Secretaria de Educação do Rio anunciou que os estabelecimentos de ensino da rede municipal devem suspender as aulas nesta terça-feira. A decisão se deve aos alagamentos causados pelo temporal de 13 horas que atingiu a cidade. A informação é da Globo News.
Ministério Público fechado
O Ministério Público (MP) suspendeu as atividades em todo o Estado devido à forte chuva que atinge o Rio de Janeiro.

quinta-feira, 1 de abril de 2010

Suspiro



Está chovendo...
O tempo passa...
Meu cachorro sapateia na lavanderia
E eu, aqui, teclo... e suspiro!

A dor dói
A tristeza assenta
Meu vigor se vai com o término do dia
E a vontade, aqui, se cansa... e suspiro!

Abstraio o tic tac do relógio
para ter a sensação que o tempo parou
e que o futuro me espera com os braços abertos,
como se os anos não tivessem passado
como se a vida estivesse só começando
como se meus cabelos não fossem tão brancos
como se o peito não doesse com a espera
como se o sono,  simplesmente chegasse
sem acusar-me de estar triste.
Há dias que me sinto como quem viveu 120 anos...

A tristeza dói
a tristeza cansa
Minha alegria foi dormir antes de mim
enquanto isso, eu aqui ... suspiro!