terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Até em silêncio é possível regozijar

Esses monges fizeram voto de silêncio. Vivem em sua vida monástica de meditação, oração e serviço a Deus e não são vistos em público. Queriam celebrar o natal. Veja que forma criativa eles arranjaram:


Silent Monks - Aleluia de Haendel

sábado, 24 de dezembro de 2011

Veni, veni Immanuel!

Ouça esta música enquanto lê este texto:
Oh Come! Oh Come Emanuel - By Enya



Manhã de quinta feira, 22 de dezembro de 2011
Estou sentada numa sala de espera aguardando chamado para um exame laboratorial. Da grande TV da sala, assisto à cobertura jornalística sobre o incêndio na Favela do Moinho, no centro velho de São Paulo.

Em São Paulo as favelas são  menos visíveis que no Rio. Não existem encostas de morro repletas de casas de gente pobre expostas para todos os turistas. Muitas favelas são cercadas por muros, pois foram construídas em terrenos baldios. Do lado de fora destes muros não se sabe que dentro deles há uma favela.

Acompanho a cobertura jornalística pelas legendas em libras que vão sendo digitadas em tradução simultânea. Vejo gente pobre, que não tem emprego, sendo resgatada do fogo, quebrando os muros para transportar suas geladeiras e objetos pessoais e para permitir acesso aos bombeiros. Gente que construiu suas casas com o dinheiro do plástico e do papelão recolhido diariamente para vender ajudando os bombeiros em linha,  tentando conter as chamas que em menos de 30 minutos lambeu a terça parte da favela. Essa gente, que nada tem, perdendo o pouco que possuía, mas não sendo egoísta, ajudando aos que ainda não tinham perdido tudo.

Enquanto estou perplexa com o terror da imagem, que acabou com qualquer possibilidade de Natal da terça parte dos habitantes  da Favela do Moinho,  em meu headphone  Enya começa  Ó vem Emanuel, que você ouve enquanto lê este texto. Sou tomada por um tremor interno e começo a chorar.

Sim, aqui estamos num exílio, ainda aguardando que Emanuel venha nos libertar de tantas dores. Dores de gente que perde seus queridos em incêndios, acidentes, doenças, guerras e fome, em pleno Natal, pois o relógio não escolhe a hora e o tempo não pára enquanto estas pessoas sentem dor.

E eu? O que estou fazendo diante disso?

Natal e indiferença são palavras que não se associam. É impossível falar de Natal e permanecer indiferente.
Natal é a celebração da doação, do Deus que é tudo e se fez um indigente, limitado, pobre, sem teto para ser um de nós, para sentir a nossa dor, para nos permitir acesso ao Pai de órfãos e Juíz das viúvas!

Natal, para mim, significa descobrir que tenho um Pai, que me ama muito mais que qualquer ser humano me amará. É percorrer o caminho para abraçar este Pai, caminho que se chama Jesus.  Sem Ele eu continuaria órfã.

"Oh vem, oh vem Emanuel, liberta os cativos de Israel!"

Hoje fiz um bolo de nozes muito gostoso. Na verdade, depois que o experimentei, cheguei à conclusão que foi o melhor bolo que fiz na minha vida. Horas antes de nossa refeição natalina aqui em casa, bastante simples por sinal, eu fui à Central do Brasil, levar este bolo especial para alguns amigos.

Eles são dependentes químicos recuperados, e estavam fazendo a sua ceia de natal com outras pessoas que vivem num contexto de abandono. Drogados, mendigos e prostitutas, o público da Parábola das Bodas proferida por Jesus. Esse bolo eu fiz  e entreguei como uma oferta de primícias. Não sei dizer se eles tiveram tanta alegria em recebê-lo como eu tive em fazê-lo. Meu sentimento foi muito especial. Ter quebrado a corrente da indiferença me fez uma enorme diferença e me trouxe uma alegria tão grande que eu desejo que você a experimente.

Não seja indiferente! Faça diferença!
Que Emanuel chegue ao pobre e ao oprimido através de você!
Feliz solidariedade neste Natal!

Procurei por uma imagem brasileira de natal para colocar aqui, e achei esta gravura de Jô Oliveira  formidável. Traduz muito bem o que estou pensando.
Recomendo que leiam o artigo Natal Brasileiro e o Boneco de Neve

domingo, 27 de novembro de 2011

Parece que foi ontem ...

Sábado à tarde, 
um hospital, uma enfermaria
Eu ali, na cama, há três dias, jazia
por uma bolsa d'água rompida antes da hora.

O bebê, que lutava para sobreviver,
aos poucos enfraquecia, 
chegava-lhe cruel, a asfixia
por médicos que forçavam o trabalho de parto acontecer

Nem pai, nem amigo por perto
Só eu e o bebê lutávamos, 
e a Deus, por um milagre rogávamos:
"Senhor, não nos deixe, desta forma, morrer"

Uma onda de ira me invadiu,
e com insuportável indignação declarei:
"Se por negligência meu filho morrer 
com a justiça todo o hospital vai se entender"

Assustados, médicos e enfermeiros me encaminharam à sala de operação.

Mas parece que foi ontem...



Perto das quatro você nasceu, 
cansadíssimo não chorou.
Dizem os  médicos que eu o vi, 
mas o que  me lembro é que desfaleci.
Dali  saiu direto para a UTI 
e eu, imediatamente, não o conheci.

No dia seguinte eu o vi, 
tão lindo, tão perfeito...
O cabelinho negro e escasso, 
hoje densos e fortíssimos cachos, 
só havia na borda da cabeça, 




Pela primeira vez lhe falei: "oi meu Tuchi, é a mamãe!" 
Como um passarinho atento você mexeu a cabeça 
reconhecendo o som que por sete meses escutara
E agradecida sua mãozinha segurei.

Por duas semanas nos encontrávamos 
por trinta preciosos minutos
Um dia finalmente pude ver, 
sem a venda, teus olhinhos puxados.
Lembranças da Ásia  remota 
do meu sangue no teu sangue.
E finalmente te segurei em meus braços, 
e te levei para casa.


Meu Tuchi, meu bebê,
Daniel - Deus que é meu Juiz.
Mas parece que foi ontem...



Hoje foi um dia especial.
Só nosso, de família, de casa, 
Você, eu, teu irmão e nosso melhor amigo.
E você sorriu, brincou, se alegrou!
Que adulto bonito você se tornou!
E quanto eu amo você!

Filho,
Vasco x Fluminense terminou agora 
E para sua completa euforia, teu time teve vitória.
Ao te ver desatinado de alegria, 
me sinto tão feliz ...
Nem ligo que foi o meu time que perdeu!

"Tchau mãe!" 
A porta da sala bateu
 e você correu para a igreja mais uma vez. 

Quantas vezes ouvi essa frase nestes 18 anos hein?
Tua vida, filho, é sinal da fidelidade de Deus
e de gratidão enche meu coração,
Pela promessa
Pela vida
Pela proteção
Pela provisão
Pelo que você tem sido até aqui
Por aquilo que você é agora
Por aquilo que você ainda será

E eu aqui continuo escrevendo este poema,
tentando focar as letras quando as lágrimas permitem,
não acreditando que o tempo passou,
Pois parece que foi ontem e eu te amo ainda mais.

Meu beijo mais carinhoso para você.

Mamãe.

Para meu primogênito Daniel, 
pelo seu aniversário de 18 anos, 
hoje, 27 de Novembro de 2011

terça-feira, 1 de novembro de 2011

Livra-me do mal

Quando astúcia humana eu perceber
Quando o discernimento vacilar
Quando a dúvida sobre mim abater
Pai, livra-me do mal!

Quando o perigo às portas rondar
Quando o desafeto acontecer
Quando o a perspicácia falhar
Pai, livra-me do mal!

Quando o coração apertar
Quando a tristeza sufocar
Quando a saudade machucar
Pai, livra-me do mal!

Cada passo meu Te entrego
Pois és  dono do caminho
Absorta em Teus braços me largo
Pois por mim Tu tens carinho
Tu me guardas de cair, 
e até mesmo de tropeçar.
Criança pequena eu sou
carente do Teu amor
careço de Tua proteção sem igual.
Por isso, Pai, livra-me do mal!

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Haikai: sono dos justos

Saudosa de escrever,  com o corpo a adormecer
Por aqui passei e lembrei
De só dizer neste Haikai: obrigada, Pai!

terça-feira, 2 de agosto de 2011

A menina, os pastores e o Papai brincando de roda

Quatro vezes Ele me mimou
... e eu estou só contando.

Um telefonema:

"Professora, a senhora está precisando de ajuda?"

E assim me chegou, à tarde, a voz de um amigo
um pastor, ex-aluno, reportando que tinha sido convocado pelo Senhor
para ofertar a mim e aos meus filhos parte do meu sustento
durante alguns meses de transição profissional,  financeiramente agonizantes.
E foi essa a primeira vez...



 [xícara de chá quentinho no inverno - tudo de bom!]

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Um amigo, pastor e colega de docência me pega pelo braço 
e me leva para a sala de reuniões:
"Quero orar por você" - diz ele - e assim  começa a oração:
"Papai, obrigado pela passagem da Lília nessa casa..." 
Fez uma oração de gratidão pela minha vida 
simplesmente cheia de carinho que me levou às lágrimas.
Naquele dia eu tinha ido à faculdade
com a qual estive vinculada por 12 anos para 
encerrar meu tempo ali.
 Sorrateiramente, nos bastidores do período de férias,
enquanto eu furtivamente cumpria esse ritual trabalhista desagradável
que me rasgava o coração. 
E foi essa a segunda vez...


[deitar ao sol sobre a grama numa manhã gelada de inverno - simplesmente delicioso!]

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Perto das dez da manhã o telefone toca:

"Alô, é a sra Lília Marianno?" 
e eu intrigada com aquela voz misteriosa 
que se divertia com o fato de eu não reconhecê-la.
Era  meu pastorzão, me ligando do Paraná, pelo celular,
em pleno horário comercial, 
para me abençoar com sua alegria e seu pastoreio.
Que manhã adorável foi essa!
E pelo telefone ele me solta uma dessas:
"...agradeço a Deus pela sua fidelidade ao Senhor"
Preciosa esta atitude, querida demais,
principalmente por vir de quem veio.
E foi essa a terceira vez...
[dar gargalhadas brincando de esconde-esconde - alegria sensacional]

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No meio do dia recebo uma mensagem por e-mail.
Meu amigo, também pastor, que mora há anos nos EUA está no Brasil 
lançando um livro que começara a escrever seis anos atrás. 
Escrevo-lhe breves linhas, puxando-lhe as orelhas por me manter tanto tempo sem notícias.
É quando ele me responde logo depois:
"você faz parte desse livro... sua poesia ocupa três páginas dele! 
tenho que  te entregar" 
Quase caí da cadeira.
E vieram, a partir daí palavras carinhosas de alguém  
que foi tocado por alguns dos meus muitos poemas,
desses que vocês leem com frequência por aqui.
Que coisa boa!
Que sentimento feliz!
E foi essa a quarta vez...

[lambuzar a cara inteira comendo chocolate - extasiante!]
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Esse Papai!
Ele me adora (hihihi).
Pode continuar, Paizinho,
eu bem que estou gostando!

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Dedico a vocês, quatro pastores (Benjamin, Nelson, Delambre e Claudio), 
acima de tudo amigos, com quem brinquei de ciranda nestes últimos dois meses. 
Vocês foram as cócegas deliciosas do Papai na minha barriga cheia de chocolate.
Amo vocês e os tenho em minhas preces.

Meu abraço terno e agradecido.

domingo, 31 de julho de 2011

Rito de passagem - nostalgia sobre o novo

Acabo de chegar de um período de quatro dias em Paraty que eu posso chamar "férias". Um tempo muito agradável com os filhos, parentes e amigos. E aprendi, nestes dias, algo precioso sobre o tempo.

Desde a década de 40/50 grande parte da minha família vive na cidade e  viajamos com alguma regularidade para visitá-los.  Paraty é uma cidade antiga, que me traz lindas memórias da infância. Visitei esta cidade pela primeira vez em 1972, quando ainda era necessário ir para SP e voltar via Guaratinguetá, pois a Rio-Santos não estava construída. Na casa dos meus pais há fotos dos anos seguintes (1973 - 1975), quando passávamos com vários carros  da família  em meio aos tratores, que removiam as sobras das pedreiras recém demolidas para dar espaço à estrada. Marianos daqui (sim, Mariano com um N só) em comitiva para visitar os Mariano do lado de lá.

Em plena construção da Rio-Santos eu, ainda guria,  estava lá. Aliás, a Rio-Santos é uma estrada em constante reconstrução, obrigada a se renovar o tempo inteiro devido à quantidade de deslizamentos que  levam parte dela para o mar. Eu amo viajar para Paraty, pois esta cidade tem um efeito "mágico" sobre as minhas veias, sempre me ensina algo de novo. Desta vez Paraty  me reservava uma adorável surpresa.

A cidade me surpreendeu com a quantidade de coisas novas sobre ela que eu não conhecia, incluindo uma trilha na floresta, duas praias e uma cachoeira simplesmente fantástica. Como pode o novo estar tão próximo do velho desta forma e não ser percebido? E como pode nosso apego excessivo à memória nos pregar uma peça deste tamanho a ponto de nos cegar para a beleza daquilo que sempre esteve ali, nem era novo, mas por ter sido alvo da nossa indiferença, nunca fora notado? Se fez novo diante de nós na hora que o contemplamos como que pela primeira vez?

Sou uma pessoa apegada ao trabalho e tenho tendência de desenvolver pelas minhas atividades profissionais  um afeto para além do normal.  Mas nos últimos doze meses vim sendo forçada pelas circunstâncias a abandonar uma atividade que desenvolvi por quinze anos (a docência da teologia) para me dedicar apenas à outra atividade que exercia paralelamente há vinte anos (a profissão de administradora) embora com menor dedicação. Esse processo chegou ao seu ápice quando me desliguei, na semana passada, da última escola de teologia à qual ainda permanecia ligada: O Seminário Teológico Batista do Sul do Brasil. Fui pesquisadora e docente desta instituição desde 2000.

Deixar a docência teológica em prol do empreendedorismo empresarial foi difícil. Por inúmeros fatores que não vêm ao caso aqui, mas precisei lutar com muita força de vontade para me desapegar. Tudo porque não tinha compreensão deste processo de morrer e nascer que estava acontecendo diante de mim. 

Talvez muitos dos leitores deste blog não saibam que me especializei em hebraico bíblico. Lecionei esta disciplina ininterruptamente de 2003 até 2011, paralela a outras disciplinas. Anos atrás precisei retraduzir do hebraico Eclesiastes 3,1-8.  Esse é um texto que gosto muito e tem sido uma espécie de chão para as decisões que tomei nos últimos dez anos.

Tratava-se de um exercício para uso dos meus alunos de exegese bíblica, mas todo processo de retradução é significativamente elucidativo porque nos mostra as outras opções que um tradutor teve em mãos quando escolheu apenas uma delas para registrar seu trabalho. Então vamos à versão Lília Marianno de Ec 3,1-8.

Para tudo está determinado [um tempo]
e um tempo há para toda alegria sob os céus.
Um tempo para nascer e um tempo para morrer;
um tempo para plantar e um tempo para arrancar o plantado;
um tempo para matar e um tempo para curar;
um tempo para derrubar e um tempo para construir;
um tempo para chorar e um tempo para rir;
um tempo lamentar e um tempo dançar;
um tempo para atirar pedras e um tempo recolher pedras;
um tempo para abraçar e um tempo para abster-se de abraçar;
um tempo para buscar e um tempo para deixar perder;
um tempo para proteger e um tempo para derrubar
um tempo para rasgar e um tempo para costurar;
um tempo para calar e um tempo para falar;
um tempo para amar e um tempo para odiar
um tempo[é] uma guerra e um tempo[é] uma paz.


Essa poesia originada no movimento sapiencial judaico dos quatro primeiros séculos AEC tem inspirado muitos escritores e músicos dos dias atuais. Lembro de  The Birds (1965) cantando esta música desde o ano em que nasci, mas também de partes dela incluídas em Miss Sarajevo do celebrado U2 (que a gravou em 1995 sob o pseudônimo de The Passengers), ao falar sobre a guerra na Bósnia.

Certos "tempos" na nossa vida se vão e seus processos carecem de sepultamento. Não porque eles nos magoaram, porque temos raiva deles, ou porque não foram bem vividos e deles só queremos o esquecimento, mas porque o tempo deles simplesmente passou. Nestes últimos dias, usufruindo do "tempo de" descansar, eu consegui sepultar o que precisava ser sepultado. 

Ofereci a minha primícia no tempo que foi o de  "abraçar". E neste tempo de "deixar de abraçar", já não há qualquer dor, nem rancor, apenas o sentimento de gratidão nostálgica sobre aquele tempo que foi bom. Há sim, uma euforia quase infantil pelo novo que está chegando, que ironicamente sempre esteve ali, ao lado do velho, mas muitas vezes foi ignorado.

Me peguei, algumas horas atrás, destruindo papeis velhos, usados em ambos os lados. O material? Registro de notas de alunos de quatro, cinco, seis anos atrás, disciplinas diversas, escolas diversas. Fiz sem dor, sem tristeza. Fiz como oferta agradável  cujo aroma chega até os céus confiando no Deus que me diz: "eis que faço novas todas as coisas".

Shalom!






domingo, 3 de julho de 2011

Poema de hoje

O hoje foi em 26/06/2011 ;-)

Delicada como a flor do campo
e forte como um muro de bronze.
Singela como os passarinhos,
mas orgulhosa filha do Rei.

Boca corajosa,
pena audaciosa.
Assim me criaste.
Assim me amas.
Assim sou eu.
Por tudo, 
profundamente grata.

domingo, 5 de junho de 2011

ÁGUIA

Por seres quem tu és,
Por fazeres o que fazes,
E por  estares sempre aqui,
Eu sei: nada preciso temer!

Com teus olhos de águia contemplas
O caminho que estou a percorrer
E como ave altaneira me orientas,
Eu sei: nada preciso temer!

Tu voas em meu socorro prontamente
quando o perigo tenta me surpreender,
Do abismo salvas com  garras potentes,
Eu sei: nada preciso temer!

Me transportas para o céu, para o sol,
Para um lugar ainda mais alto
Tão confortável e aquecido! 
Só pode ser teu coração.

Ali me aninho, segura, confiante,
Ali sonho sonhos, faço planos,
Converso contigo, dou risos infantis
Enquanto tu orgulhoso me sorris.

Tu és Deus autor da minha vida
Amor maior que eu tenho
Sinto que verdadeiramente me amas.
Por isso sei: nada preciso temer!


sexta-feira, 6 de maio de 2011

Cotidiano

Pela manhã, fui mãe:
Cuidei, zelei, alimentei, defendi, 
ri com os filhos, e muito. 
À tarde, fui viajante:
A pé, de metrô, de trem ... 
cruzei duas cidades e depois voltei.
No entardecer, fui empresária:
Debati, captei, interagi, elaborei ... 
um projeto empolgante está a caminho.
No regresso, fui pesquisadora:
Li, refleti, elaborei e cheguei... 
À minha estação, 
ao meu bairro, 
à lanchonete da esquina
à minha rua, 
à minha casa, 
ao meu escritório.
- Oi, PC, você nem me viu hoje, não é?
Trabalhei aqui mais um pouquinho
e foi assim que esse texto nasceu.

O dia começou às seis
e meia-noite terminou minha jornada.
É sempre assim.
E mesmo com a falta de dinheiro,
quem disse que não dá pra ser feliz?



quarta-feira, 27 de abril de 2011

Fenômeno inexplicável

Há uma coisa que eu não consigo entender:
Como é que este blog conseguiu receber quase 6.000 visitas e recebe em média 40 visitas por dia?
Para mim isso é uma coisa muito bizarra!

Fico tão surpresa com isso  que resolvi deixar
meu agradecimento especial a você, por privilegiar-me com suas visitas regulares.
Fico aqui com  minha cara de pasmada com esta bizarrice boa!
Prometo me fazer mais presente por aqui.

Um abraço e muito obrigada pela sua visita.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

sexta-feira, 18 de março de 2011

Conheça meus outros blogs

Eu não sei se vocês sabem, acho que nunca divulguei aqui, eu possuo outros dois blogs: Eagle Gestão de Ensino Superior é um Blog/Site que mostra os projetos educacionais que estou desenvolvendo na minha nova empresa e com vários professores super qualificados que são parceiros no empreendimento, vários deles, professores de muitos de vocês


Espiritualidade Organizacional é outro blog. Aqui escrevo textos específicos sobre liderança, ética, espiritualidade nos negócios, é um espaço voltado para essência da organização. Seja esta organização uma empresa, uma escola, uma igreja.

Convido vocês a seguirem os dois blogs, você encontra atalho para eles aqui mesmo na página central do Relendo a Bíblia, que continuará sendo um espaço privilegiado para transmitir a vocês, as coisas lá do fundo da alma, os poemas, as alegrias, os Haikais, enfim aquilo que vocês já gostam de ler.

Aguardo vocês na lista dos seguidores dos outros blogs!

Um grande abraço.

Este é o novo artigo do Espiritualidade:

Certa vez, numa turma de MBA onde lecionei, os alunos comentavam sobre a ética vertical. Nas palavras deles: " a ética que a direção desta organização cobra de nós é uma, e a ética que a direção tem conosco é outra". Como esperar que um colaborador da empresa tenha fidelidade ética quando a liderança da organização não prima por este aspecto?

sábado, 12 de março de 2011

Haikai: Quietude

O silêncio do meu pensar, ouviste.
E antes que por anseio eu suspiraste,
me atendeste.

(Haikai escrito em  28/02/2011)

Haikai: Filha

Filha de meu Pai eu sou.
Protegida, amada, inatingível, intocada
Em tudo, eu sei,  Ele profundamente me ama.


(Haikai escrito em 05/02/2011)

Haikai: Equilíbrio

Sabedoria, discernimento, ponderação e equilíbrio.
Teu controle, Soberano Criador, 
Sinal de nascença em mim.



( Haikai escrito em 05/02/2011)

domingo, 9 de janeiro de 2011

Haikai: Entrega

Da vida crua, a alma nua sob o olhar da lua,
recorda, reconstrói, se refaz.
Sou, soberano Rei, simplesmente, tua.