terça-feira, 2 de agosto de 2011

A menina, os pastores e o Papai brincando de roda

Quatro vezes Ele me mimou
... e eu estou só contando.

Um telefonema:

"Professora, a senhora está precisando de ajuda?"

E assim me chegou, à tarde, a voz de um amigo
um pastor, ex-aluno, reportando que tinha sido convocado pelo Senhor
para ofertar a mim e aos meus filhos parte do meu sustento
durante alguns meses de transição profissional,  financeiramente agonizantes.
E foi essa a primeira vez...



 [xícara de chá quentinho no inverno - tudo de bom!]

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Um amigo, pastor e colega de docência me pega pelo braço 
e me leva para a sala de reuniões:
"Quero orar por você" - diz ele - e assim  começa a oração:
"Papai, obrigado pela passagem da Lília nessa casa..." 
Fez uma oração de gratidão pela minha vida 
simplesmente cheia de carinho que me levou às lágrimas.
Naquele dia eu tinha ido à faculdade
com a qual estive vinculada por 12 anos para 
encerrar meu tempo ali.
 Sorrateiramente, nos bastidores do período de férias,
enquanto eu furtivamente cumpria esse ritual trabalhista desagradável
que me rasgava o coração. 
E foi essa a segunda vez...


[deitar ao sol sobre a grama numa manhã gelada de inverno - simplesmente delicioso!]

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Perto das dez da manhã o telefone toca:

"Alô, é a sra Lília Marianno?" 
e eu intrigada com aquela voz misteriosa 
que se divertia com o fato de eu não reconhecê-la.
Era  meu pastorzão, me ligando do Paraná, pelo celular,
em pleno horário comercial, 
para me abençoar com sua alegria e seu pastoreio.
Que manhã adorável foi essa!
E pelo telefone ele me solta uma dessas:
"...agradeço a Deus pela sua fidelidade ao Senhor"
Preciosa esta atitude, querida demais,
principalmente por vir de quem veio.
E foi essa a terceira vez...
[dar gargalhadas brincando de esconde-esconde - alegria sensacional]

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No meio do dia recebo uma mensagem por e-mail.
Meu amigo, também pastor, que mora há anos nos EUA está no Brasil 
lançando um livro que começara a escrever seis anos atrás. 
Escrevo-lhe breves linhas, puxando-lhe as orelhas por me manter tanto tempo sem notícias.
É quando ele me responde logo depois:
"você faz parte desse livro... sua poesia ocupa três páginas dele! 
tenho que  te entregar" 
Quase caí da cadeira.
E vieram, a partir daí palavras carinhosas de alguém  
que foi tocado por alguns dos meus muitos poemas,
desses que vocês leem com frequência por aqui.
Que coisa boa!
Que sentimento feliz!
E foi essa a quarta vez...

[lambuzar a cara inteira comendo chocolate - extasiante!]
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Esse Papai!
Ele me adora (hihihi).
Pode continuar, Paizinho,
eu bem que estou gostando!

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Dedico a vocês, quatro pastores (Benjamin, Nelson, Delambre e Claudio), 
acima de tudo amigos, com quem brinquei de ciranda nestes últimos dois meses. 
Vocês foram as cócegas deliciosas do Papai na minha barriga cheia de chocolate.
Amo vocês e os tenho em minhas preces.

Meu abraço terno e agradecido.