sábado, 16 de fevereiro de 2013

sábado, 9 de fevereiro de 2013

Mais

Te quero mais
Amar-Te mais
Sentir-Te mais
Perceber-Te mais
Discernir-Te mais
Dobradamente
Triplicadamente
Mais atenta
Mais serena
Mais sensível
Mais sábia
Mais sóbria

Do Teu Espírito mais cheia
Do Pai mais filha
De Ti,  meu amado Jesus,
Mais irmã.

(Em silêncio: 29/01/2013)


quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

Sacrificando meu Isaque

Myrtes Matias foi tão densa, intensa e fiel ao coração de uma mulher que teme demais a Deus para se aliançar com pessoas que possam afastar-lhe dele que eu não tenho uma vírgula para tirar nem por neste poema. Eu simplesmente me curvo em reverência a densidade de sua verdade e ao coração partido da poetisa que o escreveu porque eu conheço bem esta dor. Trouxe para cá porque estou retirando do FB.  E como disse lá: já subi este Moriá tantas vezes que minhas pernas vão sozinhas pois sabem o caminho de cor.


SUBINDO AO MORIÁ
Myrtes Mathias

Eu queria tanto que quando o amor chegasse
Fosse um sentimento lindo,
Que nos permitisse seguir sorrindo,
De mãos dadas, em direção do céu.
Sei que fostes testemunha Senhor,
da minha luta contra qualquer sentimento
que viesse me afastar de Ti.

No entanto, aconteceu.
E já não é um simples caso de opção:
É uma batalha!

Se me chamas, Senhor,
Por que não também a ele?
Minha causa entrego aos cuidados Teus:
Sou frágil demais para decidir
Entre o amor de homem
E a sedução de um Deus.

Tu que me amaste a ponto de morrer por mim,
Que me elevaste ao posto de representante Tua;
Tu, para quem o futuro é um eterno presente,
Vê, julga e decide, não me obrigues a escolher.

Um Senhor jamais consulta a vontade de uma escrava,
Apenas estende a mão e ordena:
Vai _ Vem _ Faze.
Age comigo assim.

Mas já que vês o que vai dentro de mim,
Se me queres distante daquele que me quer,
Por piedade, lembra-Te que sou mulher:
Liberta-se, mas de forma
Que não venha a sofrer demais.

Não sei como isto pode ser feito,
Se ninguém consegue perder uma parte
De si mesmo sem quase enlouquecer de dor.
Por isso apelo ao Teu poder, Senhor.

Se o abandono, o meu caminho se cobrirá
De lágrimas e saudade.
Se fujo à Tua ordem e o aceito e o acompanho,
Jamais serei feliz, porque ninguém Te desobedece
Sem pagar o preço.

Não apelo à Tua justiça, porque nada mereço:
À Tua misericórdia entrego o meu problema.

“Obedecer é melhor do que sacrificar”
É um bonito tema,
Mas, quando a obediência envolve um sacrifício,
Que é preciso fazer?
Se pudesse unir ao meu amor o Teu querer,
Minha paixão ao dever...

Mas se esta não é a Tua vontade,
Eis-me aqui a subir o Moriá,
Trazendo como lenha os meus sonhos de moça,
Como holocausto, o meu pobre amor,
Como esperança _ “O Senhor proverá”.

Cada momento que passa
A escolha se faz mais difícil.
Se tem que haver uma ferida,
Que seja feita agora, que seja Tu o Autor,
Porque só Tu tens o poder de fechá-la
Com o Teu cuidado, com o Teu amor.

É difícil subir ao Getsêmane, para tomar o cálice,
Não é fácil subir o monte, para sacrificar:
posso sentir agora a profundidade
Do “seja feita a Tua vontade”
ao depor meu coração em Teu altar.

Aceita-o Senhor, e faze-me uma bênção,
Um caminho para a Tua luz:
Que minha dor ajude aos que esperam em mim,
Aos que depositam em mim confiança e amor
Que a renúncia tenha como fim
Trazer muitas vidas aos Teus pés, Jesus.