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quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

"Meu Deus! Caiu um prédio próximo ao Theatro Municipal!"

"Meu Deus! Caiu um predio proximo ao Theatro Municipal!"


Outro estrondo! Dispara o coração do carioca! E a administração pública de nossa cidade, está interessada em tratar o carioca como cliente? Em que pé estão as medidas sobre infraestrutura urbana para receber o impacto 2014-2016?


Novo artigo meu no portal Administradores.com.br

segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Carpe Diem!

Gente, 2012 está começando para todos, para algumas partes do mundo já começou. Eu tenho muito mais a agradecer a Deus do que pedir. A provisão, o cuidado, o sustento, vinham sempre no momento exato. A ternura, o calor, a afetividade, o amor, a atenção de Deus comigo se manifestou através da vida das pessoas que me amam e vêm ao meu encontro como mensageiros dEle para me abençoar.

Tudo que peço para 2012, e estendo minha prece a vocês, é que Deus nos dê mais sabedoria para agir, mais discernimento para ponderar,  mais paciência para esperar e equilíbrio de palavras e obras todo o tempo, para que não venhamos sabotar as coisas lindas que Ele já preparou para nós em 2012. Teremos aflições? Com toda certeza! Mas em 31 de Dezembro de 2012, quando olharmos para hoje, veremos que a bondosa mão do Senhor nos sustentou todo o tempo.

Grande abraço para todos. Feliz 2012 e deixa eu correr pois ainda tenho 30 km daqui até minha querida church lá no Recreio. Beijo e abraço todos vocês. Até 2012! [Postado no FB em 31/12/2011 - 19:40]

Assim que terminei esta mensagem no FB fiz um culto com meus filhos e compartilhei com eles Eclesiastes 3,1-10. Falamos do tempo que Deus tem nos dado como família e das fezes que desperdiçamos este tempo deixando de agir como tal. Nossa oração foi essa, pedindo perdão por não termos usado bem o tempo e as oportunidades de 2011, de discernirmos o tempo que estamos recebendo de Deus para dele cuidar, de não usarmos este tempo de forma indevida, não confundirmos os momentos de abraçar e repelir. Terminamos nossa celebração em família às 30:30, eles foram para a igreja deles e eu para a minha. Ao chegar na minha igreja, o sermão foi exatamente sobre Ec 3,1-10. Se combinasse não daria tão certo.



Pois é, gente! Temos diante de nós 366 dias para serem usados com sabedoria. O tempo não nos pertence. Ele pertence a Deus. A Bíblia diz que não podemos acrescentar um só dia à nossa existência, nem meio metro à nossa altura.

Procrastinação, antecipação indevida, perder-se no tempo, desperdiçar o tempo, se embolar com as tarefas e não dar conta de nenhuma delas, não reservar tempo para ser afetuoso com as pessoas e representar bem o amor de Deus por elas, dentro desta perspectiva, é tudo pecado porque o tempo não nos pertence, e ele passa.
nenhum dos dias de 2011 voltará atrás para desfazermos as coisas erradas que fizemos neles. Nenhum daqueles dias voltará para pedirmos perdão às pessoas que magoamos. O caminho é discernir as oportunidades em 2012 e cuidar bem de cada uma delas, fazendo aquilo que deve ser feito.

Então: Carpe Diem! Mas faça bem feito!
Feliz 2012!


terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Até em silêncio é possível regozijar

Esses monges fizeram voto de silêncio. Vivem em sua vida monástica de meditação, oração e serviço a Deus e não são vistos em público. Queriam celebrar o natal. Veja que forma criativa eles arranjaram:


Silent Monks - Aleluia de Haendel

sábado, 24 de dezembro de 2011

Veni, veni Immanuel!

Ouça esta música enquanto lê este texto:
Oh Come! Oh Come Emanuel - By Enya



Manhã de quinta feira, 22 de dezembro de 2011
Estou sentada numa sala de espera aguardando chamado para um exame laboratorial. Da grande TV da sala, assisto à cobertura jornalística sobre o incêndio na Favela do Moinho, no centro velho de São Paulo.

Em São Paulo as favelas são  menos visíveis que no Rio. Não existem encostas de morro repletas de casas de gente pobre expostas para todos os turistas. Muitas favelas são cercadas por muros, pois foram construídas em terrenos baldios. Do lado de fora destes muros não se sabe que dentro deles há uma favela.

Acompanho a cobertura jornalística pelas legendas em libras que vão sendo digitadas em tradução simultânea. Vejo gente pobre, que não tem emprego, sendo resgatada do fogo, quebrando os muros para transportar suas geladeiras e objetos pessoais e para permitir acesso aos bombeiros. Gente que construiu suas casas com o dinheiro do plástico e do papelão recolhido diariamente para vender ajudando os bombeiros em linha,  tentando conter as chamas que em menos de 30 minutos lambeu a terça parte da favela. Essa gente, que nada tem, perdendo o pouco que possuía, mas não sendo egoísta, ajudando aos que ainda não tinham perdido tudo.

Enquanto estou perplexa com o terror da imagem, que acabou com qualquer possibilidade de Natal da terça parte dos habitantes  da Favela do Moinho,  em meu headphone  Enya começa  Ó vem Emanuel, que você ouve enquanto lê este texto. Sou tomada por um tremor interno e começo a chorar.

Sim, aqui estamos num exílio, ainda aguardando que Emanuel venha nos libertar de tantas dores. Dores de gente que perde seus queridos em incêndios, acidentes, doenças, guerras e fome, em pleno Natal, pois o relógio não escolhe a hora e o tempo não pára enquanto estas pessoas sentem dor.

E eu? O que estou fazendo diante disso?

Natal e indiferença são palavras que não se associam. É impossível falar de Natal e permanecer indiferente.
Natal é a celebração da doação, do Deus que é tudo e se fez um indigente, limitado, pobre, sem teto para ser um de nós, para sentir a nossa dor, para nos permitir acesso ao Pai de órfãos e Juíz das viúvas!

Natal, para mim, significa descobrir que tenho um Pai, que me ama muito mais que qualquer ser humano me amará. É percorrer o caminho para abraçar este Pai, caminho que se chama Jesus.  Sem Ele eu continuaria órfã.

"Oh vem, oh vem Emanuel, liberta os cativos de Israel!"

Hoje fiz um bolo de nozes muito gostoso. Na verdade, depois que o experimentei, cheguei à conclusão que foi o melhor bolo que fiz na minha vida. Horas antes de nossa refeição natalina aqui em casa, bastante simples por sinal, eu fui à Central do Brasil, levar este bolo especial para alguns amigos.

Eles são dependentes químicos recuperados, e estavam fazendo a sua ceia de natal com outras pessoas que vivem num contexto de abandono. Drogados, mendigos e prostitutas, o público da Parábola das Bodas proferida por Jesus. Esse bolo eu fiz  e entreguei como uma oferta de primícias. Não sei dizer se eles tiveram tanta alegria em recebê-lo como eu tive em fazê-lo. Meu sentimento foi muito especial. Ter quebrado a corrente da indiferença me fez uma enorme diferença e me trouxe uma alegria tão grande que eu desejo que você a experimente.

Não seja indiferente! Faça diferença!
Que Emanuel chegue ao pobre e ao oprimido através de você!
Feliz solidariedade neste Natal!

Procurei por uma imagem brasileira de natal para colocar aqui, e achei esta gravura de Jô Oliveira  formidável. Traduz muito bem o que estou pensando.
Recomendo que leiam o artigo Natal Brasileiro e o Boneco de Neve

domingo, 27 de novembro de 2011

Parece que foi ontem ...

Sábado à tarde, 
um hospital, uma enfermaria
Eu ali, na cama, há três dias, jazia
por uma bolsa d'água rompida antes da hora.

O bebê, que lutava para sobreviver,
aos poucos enfraquecia, 
chegava-lhe cruel, a asfixia
por médicos que forçavam o trabalho de parto acontecer

Nem pai, nem amigo por perto
Só eu e o bebê lutávamos, 
e a Deus, por um milagre rogávamos:
"Senhor, não nos deixe, desta forma, morrer"

Uma onda de ira me invadiu,
e com insuportável indignação declarei:
"Se por negligência meu filho morrer 
com a justiça todo o hospital vai se entender"

Assustados, médicos e enfermeiros me encaminharam à sala de operação.

Mas parece que foi ontem...



Perto das quatro você nasceu, 
cansadíssimo não chorou.
Dizem os  médicos que eu o vi, 
mas o que  me lembro é que desfaleci.
Dali  saiu direto para a UTI 
e eu, imediatamente, não o conheci.

No dia seguinte eu o vi, 
tão lindo, tão perfeito...
O cabelinho negro e escasso, 
hoje densos e fortíssimos cachos, 
só havia na borda da cabeça, 




Pela primeira vez lhe falei: "oi meu Tuchi, é a mamãe!" 
Como um passarinho atento você mexeu a cabeça 
reconhecendo o som que por sete meses escutara
E agradecida sua mãozinha segurei.

Por duas semanas nos encontrávamos 
por trinta preciosos minutos
Um dia finalmente pude ver, 
sem a venda, teus olhinhos puxados.
Lembranças da Ásia  remota 
do meu sangue no teu sangue.
E finalmente te segurei em meus braços, 
e te levei para casa.


Meu Tuchi, meu bebê,
Daniel - Deus que é meu Juiz.
Mas parece que foi ontem...



Hoje foi um dia especial.
Só nosso, de família, de casa, 
Você, eu, teu irmão e nosso melhor amigo.
E você sorriu, brincou, se alegrou!
Que adulto bonito você se tornou!
E quanto eu amo você!

Filho,
Vasco x Fluminense terminou agora 
E para sua completa euforia, teu time teve vitória.
Ao te ver desatinado de alegria, 
me sinto tão feliz ...
Nem ligo que foi o meu time que perdeu!

"Tchau mãe!" 
A porta da sala bateu
 e você correu para a igreja mais uma vez. 

Quantas vezes ouvi essa frase nestes 18 anos hein?
Tua vida, filho, é sinal da fidelidade de Deus
e de gratidão enche meu coração,
Pela promessa
Pela vida
Pela proteção
Pela provisão
Pelo que você tem sido até aqui
Por aquilo que você é agora
Por aquilo que você ainda será

E eu aqui continuo escrevendo este poema,
tentando focar as letras quando as lágrimas permitem,
não acreditando que o tempo passou,
Pois parece que foi ontem e eu te amo ainda mais.

Meu beijo mais carinhoso para você.

Mamãe.

Para meu primogênito Daniel, 
pelo seu aniversário de 18 anos, 
hoje, 27 de Novembro de 2011