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Até em silêncio é possível regozijar

Esses monges fizeram voto de silêncio. Vivem em sua vida monástica de meditação, oração e serviço a Deus e não são vistos em público. Queriam celebrar o natal. Veja que forma criativa eles arranjaram: Silent Monks - Aleluia de Haendel

Veni, veni Immanuel!

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Ouça esta música enquanto lê este texto: Oh Come! Oh Come Emanuel - By Enya Manhã de quinta feira, 22 de dezembro de 2011 Estou sentada numa sala de espera aguardando chamado para um exame laboratorial. Da grande TV da sala, assisto à cobertura jornalística sobre o incêndio na Favela do Moinho, no centro velho de São Paulo. Em São Paulo as favelas são  menos visíveis que no Rio. Não existem encostas de morro repletas de casas de gente pobre expostas para todos os turistas. Muitas favelas são cercadas por muros, pois foram construídas em terrenos baldios. Do lado de fora destes muros não se sabe que dentro deles há uma favela. Acompanho a cobertura jornalística pelas legendas em libras que vão sendo digitadas em tradução simultânea. Vejo gente pobre, que não tem emprego, sendo resgatada do fogo, quebrando os muros para transportar suas geladeiras e objetos pessoais e para permitir acesso aos bombeiros. Gente que construiu suas casas com o dinheiro ...

Parece que foi ontem ...

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Sábado à tarde,  um hospital, uma enfermaria Eu ali, na cama, há três dias, jazia por uma bolsa d'água rompida antes da hora. O bebê, que lutava para sobreviver, aos poucos enfraquecia,  chegava-lhe cruel, a asfixia por médicos que forçavam o trabalho de parto acontecer Nem pai, nem amigo por perto Só eu e o bebê lutávamos,  e a Deus, por um milagre rogávamos: "Senhor, não nos deixe, desta forma, morrer" Uma onda de ira me invadiu, e com insuportável indignação declarei: "Se por negligência meu filho morrer  com a justiça todo o hospital vai se entender" Assustados, médicos e enfermeiros me encaminharam à sala de operação. Mas parece que foi ontem... Perto das quatro você nasceu,  cansadíssimo não chorou. Dizem os  médicos que eu o vi,  mas o que  me lembro é que desfaleci. Dali  saiu direto para a UTI  e eu, imediatamente, não o conheci. No dia seguinte eu o vi,  tão lindo, tão perfeito... O cabelinho negro e escass...

Livra-me do mal

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Quando astúcia humana eu perceber Quando o discernimento vacilar Quando a dúvida sobre mim abater Pai, livra-me do mal! Quando o perigo às portas rondar Quando o desafeto acontecer Quando o a perspicácia falhar Pai, livra-me do mal! Quando o coração apertar Quando a tristeza sufocar Quando a saudade machucar Pai, livra-me do mal! Cada passo meu Te entrego Pois és  dono do caminho Absorta em Teus braços me largo Pois por mim Tu tens carinho Tu me guardas de cair,  e até mesmo de tropeçar. Criança pequena eu sou carente do Teu amor careço de Tua proteção sem igual. Por isso, Pai, livra-me do mal!

Haikai: sono dos justos

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Saudosa de escrever,  com o corpo a adormecer Por aqui passei e lembrei De só dizer neste Haikai: obrigada, Pai!

A menina, os pastores e o Papai brincando de roda

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Quatro vezes Ele me mimou ... e eu estou só contando. Um telefonema: "Professora, a senhora está precisando de ajuda?" E assim me chegou, à tarde, a voz de um amigo um pastor, ex-aluno, reportando que tinha sido convocado pelo Senhor para ofertar a mim e aos meus filhos parte do meu sustento durante alguns meses de transição profissional,  financeiramente agonizantes. E foi essa a primeira vez...  [xícara de chá quentinho no inverno - tudo de bom!] ==========*************========== Um amigo, pastor e colega de docência me pega pelo braço  e me leva para a sala de reuniões: "Quero orar por você" - diz ele - e assim  começa a oração: "Papai, obrigado pela passagem da Lília nessa casa..."  Fez uma oração de gratidão pela minha vida  simplesmente cheia de carinho que me levou às lágrimas. Naquele dia eu tinha ido à faculdade com a qual estive vinculada por 12 anos para  encerrar meu tempo ali.  Sorrateiramente, nos bastidores do período...

Rito de passagem - nostalgia sobre o novo

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Acabo de chegar de um período de quatro dias em Paraty que eu posso chamar "férias". Um tempo muito agradável com os filhos, parentes e amigos. E aprendi, nestes dias, algo precioso sobre o tempo. Desde a década de 40/50 grande parte da minha família vive na cidade e  viajamos com alguma regularidade para visitá-los.  Paraty é uma cidade antiga, que me traz lindas memórias da infância. Visitei esta cidade pela primeira vez em 1972, quando ainda era necessário ir para SP e voltar via Guaratinguetá, pois a Rio-Santos não estava construída. Na casa dos meus pais há fotos dos anos seguintes (1973 - 1975), quando passávamos com vários carros  da família  em meio aos tratores, que removiam as sobras das pedreiras recém demolidas para dar espaço à estrada. Marianos daqui (sim, Mariano com um N só) em comitiva para visitar os Mariano do lado de lá. Em plena construção da Rio-Santos eu, ainda guria,  estava lá. Aliás, a Rio-Santos é uma estrada em constante recons...